Fábrica de queijo clandestina é fechada no Acre; dono foi preso por porte ilegal de arma
Queijo era produzido sem pasteurização e vendido mais barato, o que permitia um maior alcance Arquivo pessoal/ Polícia Civil Uma fábrica ilegal de queijos f...
Queijo era produzido sem pasteurização e vendido mais barato, o que permitia um maior alcance Arquivo pessoal/ Polícia Civil Uma fábrica ilegal de queijos foi fechada em Senador Guiomard, no interior do Acre, nesta quarta-feira (3). O dono foi preso por porte ilegal de arma. Segundo a Polícia Civil, ele tinha uma espingarda sem registro no local. A Vigilância Sanitária destruiu os materiais usados na produção. Ao g1, o delegado responsável pelo caso, Romulo Barros, disse que o estabelecimento funcionava sem qualquer tipo de autorização sanitária e operava sem condições mínimas de higiene, gerando risco à saúde dos consumidores do município, onde o queijo era distribuído utilizando um preço mais baixo. 📲 Participe do canal do g1 AC no WhatsApp "Ele produzia nessa fábrica familiar um queijo que não tinha as condições sanitárias mínimas e ainda vendia um queijo bem mais barato que os concorrentes que se sentiram prejudicados e fizeram a denúncia ao Ministério Púbico (MP-AC)", disse. Anvisa determina recolhimento de lote de água mineral Crystal após identificar bactéria Como a identidade do suspeito não foi divulgada, o g1 não conseguiu contato com a defesa. Segundo o delegado, ele continua preso até a tarde desta quinta-feira (4). Ele ainda vai passar por audiência de custódia. A equipe encontrou plásticos usados para guardar os queijos de forma inadequada. Isso desrespeita as regras sanitárias. Segundo o delegado, a denúncia ao Ministério Público foi feita há pelo menos dois anos. O dono prometeu parar a produção, mas não cumpriu. Vigilância Sanitária destruiu os materiais devido à falta de higiene Arquivo pessoal/ Polícia Civil Como funcionava a produção ilegal? A equipe também observou como o queijo era feito. O processo acontecia em um ambiente aberto, onde o dono usava bacias e barris. Depois, guardava os queijos em geladeiras e freezers junto com alimentos da família. Segundo a Polícia Civil, muitos produtos estavam visivelmente impróprios para consumo. "É um tipo de situação que é preciso tomar providência. Vai que alguém come esse queijo e morre de alguma coisa", declarou o delegado. Como denunciar O delegado orienta a população a denunciar situações irregulares que coloquem a saúde em risco ou sejam crimes ambientais. As denúncias podem ser feitas pelo telefone 197, da Polícia Civil. Se o 197 não funcionar, a orientação é usar o número 181. O serviço é da Secretaria de Justiça e Segurança Pública (Sejusp). As denúncias podem ser anônimas. "Com a chegada do período mais seco do ano, a população deve ficar atenta a tudo, não só a casos como esse de fabricação ilegal de queijo, mas ainda sobre práticas como desmatamento ilegal, queimadas e outras infrações que possam causar danos ao meio ambiente e à saúde coletiva", disse. Reveja os telejornais do Acre